Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

'Méquié' rapaziada?!

Perdoem-me por não estar a escrever neste espaço tanto quanto eu gostaria, e alguns de vós também. 
A verdade é que tenho, além do trabalho que me ocupa a maior porção do meu tempo, tido montes de projectos para concretizar, sempre com prioridade para os vídeos.

Leva-me a escrever este post a esperança de que uma nova lufada de leitores apareça neste espaço, sobretudo vindos dos vídeos. Acredito que não publicarei textos e poemas com a frequência que publico vídeos no YouTube, no entanto, quero que este espaço continue a ser um cantinho para todos aqueles que gostam do meu trabalho e de mim. Também mais uma plataforma de proximidade entre todos vós e a minha pessoa, uma vez que grande fatia daquilo que coloco neste espaço é de índole pessoal.

Para todos esses novos leitores que vão chegando oriundos dos meus trabalhos de cariz humorístico, sim, uma das minhas diversas paixões é a escrita. Escrevo prosa mas deleito-me a criar poesia. Aos 17 anos publiquei um livro de poemas com a ajuda da Câmara Municipal de Lagoa chamado 'Olhares'. Para lerem alguns dos meus trabalhos poéticos podem visitar a página dedicada à poesia, aqui ou no separador lá em cima. Neste canto expresso-me por via da prosa, seja ela poética ou apenas discursiva como é agora.

Sejam então todos bem-vindos ao meu blog pessoal. Visitem o blog que está em construção dedicado apenas ao Môce dum Cabréste, onde, além de todos os dados biográficos que quererão (ou não) saber de mim, poderão encontrar os produtos oficiais de merchandising, agendas de espectáculos e informações sobre vídeos e músicas que possa querer partilhar com todos vós.

O meu mais sincero muito obrigado a todos aqueles que ao longo dos últimos tempos têm vindo a acreditar em mim, nas minhas capacidades e no meu talento. Espero não vos desiludir.

Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

Apetece-me escrever!


Gostava que este fosse mais que um espaço para a escrita, para a minha escrita. Às vezes era bom que alguém, além de uma ou duas pessoas, lesse o que aqui coloco, com um certo empenho e engenho, admito. Mas eu sei que não faço por isso. Se por um lado quero dar-me ao mundo e o faço da forma que até hoje tenho feito, por outro lado quero preservar aquilo que de meu (o que haverá ainda de apenas meu?) ainda tenho.

São subjectivas estas palavras e nem ao comum leitor que acaso aqui apareça servem. A verdade é que para isto de se escrever bem, é necessária inspiração, ao contrário daquilo que defendem os jornalistas (esses que têm de escrever com a obrigatoriedade que sabemos e que, a meu ver, perdem, por isso, razão). E se são estas palavras um antro de subjectividade que a ninguém serve, porque as vejo tão claras aquando da sua lavra? Porque me parece tão fácil redigir um desabafo nesta língua que é a minha, sem palavras de mundos exóticos nem termos técnicos inadequados? É certamente porque a mim me moldo, conheço-me profundamente e compreendo-me, como acontecerá a qualquer ser humano sem qualquer problema maior. Lamento, por isso, qualquer confusão que estas palavras (subjectivas, já vimos) possam causar a quem as ler. A intenção primária, deverão saber, foi (como é sempre) aliviar, escorrassar as palavras de mim e sentir-me melhor comigo mesmo. Isto é terapéutico, minha gente!

Posta de lado a subjectividade, venha a inspiração. Sim, é verdade que é necessária técnica e prática para adquirir uma escrita bem conseguida e sem imperfeições. Uma escrita lúcida não se faz do dia para a noite, mas após anos de escrita, como qualquer área do saber demanda! Existe, porém, a inspiração. essa lufada de ar fresco que vem sem avisar à mente de quem a não espera, iluminando-a com coerência e vontade própria. Acontece-me a mim, por isso eu sei do que falo! Um ser que negue a inspiração, é simplesmente porque não a sentiu ainda em si, porque aquilo que escreverá serão palavras forçadas, espremidas sob uma pressão de quem tem que fazer porque sim, e não simplesmente porque lhe apetece.

E vocês, sabiam que o meu primeiro blog teve como título "Apetece-me escrever"?

Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010

Carta

E surgiste. E chegaste quando eu não esperava. Acontece sempre desta forma, pois quando se espera o desespero não espera para chegar, e precipita-nos, e baralha-nos, e confunde-nos, e induz-nos ao erro.

Mas tu não foste um erro. Tu foste uma madalena, um malmequer, uma banana ou outra coisa qualquer que sem forma nem formato, sem pretensões nem intenções invadiu o castelo de muralhas vulneráveis que guardava o meu coração. Lutaste sem espadas, conquistaste sem tropas, apenas tu e o que é teu, para teu ficar o que era meu. Agora é nosso, o tu e o eu.

Se mudámos? Não mudámos: moldámos o que havia por moldar, aprendemos o que havia por aprender e construímos uma escola para aprendermos mais ainda. Em poucos meses ergueu-se mais que um império que governamos, ergueram-se sonhos e projectos que fazem sentido porque os nossos olhos alcançam os mesmos horizontes, porque a nossa compatibilidade vai muito além dos gostos por comida: é uma compatibilidade plena, real, honesta.

Porque eu preciso e tu precisas, acompanhar-te-ei a todo o lado; proteger-te-ei do perigo, da chuva, da solidão, do esquecimento. E tu quererás acompanhar-me sempre, fazer-te valer enquanto amor que és, em qualquer lado, pois que em qualquer lado chega o nosso amor.

Não existirá cansaço nem temor, porque no momento certo surgirá a palavra certa, o abraço certo, o carinho certo. E assim duraremos até ao dia em que não conseguiremos lembrar o mundo um sem o outro de tão velhos que seremos. E nessa altura, das nossas bocas cheias de rugas, e de sábio amor, sairão ainda palavras doces, abraços doces, carinhos doces. Talvez um pouco tremidos e parcos em firmeza, mas sempre doces e cheios de amor.

Espero saber dizer sempre e para sempre, a cada momento, que esse nobre sentimento não enfraquece com o passar dos anos (ao contrário dos nossos corpos), pelo contrário, fortifica-se a cada segundo que passa. Que consigas sempre acreditar na minha palavra, que sempre chegou a ti carregada de boas intenções e de verdades que precisavas ouvir. Que queiras este velho a teu lado a cada momento e em qualquer lado, como eu te quero a ti, e só a ti.

Porque eu sou um poeta, e sê-lo-ei eternamente. Porque a minha vida é um poema, e tu fazes parte dele, fazes parte da minha vida. Porque tu és o meu poema, vem ficar a meu lado, musa que escolhi com o maior cuidado, até que os nossos olhos se fechem para a eternidade.

Com amor,

Dário Guerreiro

Domingo, 30 de Maio de 2010

Havemos de surgir, um dia, como uma flor que desabrocha e assim se fica por escassos minutos. Havemos de surgir e olhar o sol, recebê-lo, consumi-lo e senti-lo a consumir-nos porque somos, neste estado, efémeros como tudo o que é belo. Havemos de ter-nos aos dois, em flores, nas flores, com sol ou sem sol, com ou sem consumo porque o consumo que é eterno é o que é nosso e mútuo.
Havemos de permanecer na areia, no ócio da areia de verão (ou até mesmo de primavera, ou outono), e colher, como o sol, aquela brisa que nos põe em casa.
Havemos de correr, correr continuamente e sem destino ou direcção. E nessa corrida incansável o único exercício físico que protagonizamos é o de estendermos os braços um ao outro, o de perpetuarmos em segredo sublimes palavras de afecto.

Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Isto é só um post. Eu não tenho pegado na caneta, porque tenho pegado noutras coisas, e as mãos são só duas. E não tenho tido tempo, confesso, para ser escritor quando o Eu que em mim escreve é sufocado pelos demais Eus. Também poeta não tenho sido, porque quando um homem é feliz não pode ser poeta. Sem sofrimento e pretextos de tristeza, de que falaria a poesia?
Os homens que habitam a terra dividem-se em duas categorias: os que ainda não leram a Tabacaria e os que já a leram. Não colocarei tão extenso poema neste espaço, mas deixo aqui o link.
Que palavras sombram a um homem que fica desarmado? O que resta de mim quando não há ideal, nem sonho, nem amor, nem tabalho que seja válido? Isto é só um post.

Quinta-feira, 25 de Março de 2010

Oxalá...

Oxalá queiras também vir existir comigo. Insistir na existência de um mundo onde existimos, os dois apenas, e as árvores, e os pássaros, e o céu e as demais componentes da natureza.
Oxalá do teu sonho não falado se faça o guião do meu, sonho que tenho não ao adormecer, mas ao acordar, na alvorada dos corpos despertos.
Oxalá as minhas palavras não te sejam apenas isso, mas uma sinfonia que os teus sentidos captam com o maior dos prazeres, um desejo, um deleite que te faz bem numa voz enrouquecida, num segredo ao ouvido.
Oxalá os meus braços não se cansem de segurar teu corpo, nem o teu corpo se canse dos meus tenros braços, esses que te sustentam apenas com a força bruta que a paixão, em dias de sol, me capacita.
Oxalá que os meus olhos te vejam sempre e para sempre mais do que tu, mulher de mim, e os teus olhos saibam sempre e para sempre ver o homem que vive além de mim, em mim, para ti, para nós...
Oxalá...

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Já não me sobra espaço para soltar uma lágrima. E não deveria eu achar tal facto positivo? Eis-me repleto de afazeres, sem tempo para prantos nem depressões; sem horário para abraçar a alma com um daqueles poemas que só eu amo. E o palhaço em que me estou tornando, esse que muitos em mim procuram e que se alojou no Eu que outros tantos desconhecem, esse, que não deixa de ser parte substancial de mim, leva-me o que de taciturno preservava.
Acho que não sou bipolar. Estranham, por isso, quando num momento sou palhaço e logo no momento seguinte um sóbrio sedento de credibilidade.
Quem me leva a sério quando nem eu próprio o faço? Quem me vem entender, erguer o braço e abrir a cortina, quem vem reparar que sou bem mais que tudo isso...?

Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Há dias assim...

Há dias em que a felicidade nos irrompe e bebemos chocolate quente pela manhã. Há dias em que conhecemos pessoas interessantes e que com elas travamos conversas nobres e cheias de bravura. Há dias em que o meu disco externo cai ao chão e numa fracção de segundo perco ficheiros e memórias. Há dias em que num dia apenas sentimos a maior das felicidades e a mais amarga das tristezas. Há dias assim...

Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Como se...

Como se a solidão, como causa do abandono, fosse benéfica para construir filosofias e conjecturas sobre a vida. Como se houvesse uma verdade onde nos procuramos. Como se a dor fosse incolor e insípida, um rasto dum rosto fechado e uma lágrima que aguentou e não caiu. Como se as pessoas fizessem alguma falta, como se tu me fizesses falta, como se o Natal fosse paz, amor e alegria. Como se um suspiro valesse ou como se um pensamento cumprisse. Como se os códigos e as linguagens corporais não falhassem. Como se eu não escrevesse...

Domingo, 27 de Dezembro de 2009

Primavera

Fica comigo. Ofereço-me para ser o teu parágrafo; e o sal que te conserva e enlouquece quando queres ficar sóbria de loucura.
Se partires vais perder a Primavera; e eu, não a perdendo, ignorá-la-ei porque sem ti o desabrochar das flores, o derreter do orvalho matinal, o amadurecimento dos frutos doces não são a primavera com que sonho a cada noite, a cada dia.
Assim lavro a despedida; eu só queria uma Primavera diferente...